"Você pode facilmente perdoar uma criança por ter medo do escuro. A real tragédia da vida é quando os Homens têm medo da luz." Platão

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

PUZZLE

Amanhã vou comprar um puzzle! Um daqueles que tenha as peças que faltam na minha vida, aquelas que eu nem sei que existem, mas que irei misteriosamente descobrir! Vou encaixar essas novas peças na minha vida já conhecida, vou abraçar o desconhecido e rir do presente, encarar o futuro com vontade e relembrar o passado, não com saudade, mas alegria dos momentos passados.
Amanhã vou comprar um puzzle! Um daqueles que dê vontade de descobrir e explorar, que seja difícil de perceber, que dê trabalho a fazer; vou comprar um puzzle como eu! Vou comprar um puzzle com muitas peças, porque assim sou eu..."eu sou eu e as minhas circunstâncias"(Ortega y Gasset)!

Amanhã vou comprar um puzzle!


...excesso de tempo livre dá...para ir em busca de um puzzle como eu! :)

domingo, 5 de dezembro de 2010

Erro;Sinto.

Falta...falta a inspiração! Falta a inspiração para escrever sobre ti. Antes escrevia de olhos fechados e coração exposto, revelando na escrita toda a mágoa que sentia. Erro; sinto! Agora, agora não sei! Reclamo para mim a inspiração de outrora, mas repelo todo o triste sentimento que sentia. Erro; sinto!
Escrever (ou fazer que se escreve) tornou-se numa forma libertadora do sentimento escondido dentro de mim. Tornou-se algo apaziguador, calmo e esclarecedor, quando falta aquela voz que me escuta, aquela voz que me chama à razão.
Então escrevo. Escrevo, porque não posso falar! Não posso falar porque há quem não te conheça, porque há quem nem sequer saiba o que um dia já fomos (ou não), porque sinto vergonha, porque quero esquecer; não posso falar porque já não sei o que dizer, porque também já não sei o que pensar.
Escrevo, mas já não é sobre ti,  mas sobre o que sentia. Erro; sinto!
Sinto! Sinto, um misto de sentimentos que simplesmente não sei (confuso). Às vezes acho que começas a ficar indiferente; que apenas sinto saudade do amigo que já foste. Mas outras vezes, o meu pensamento foge para a saudade de ti, para a dúvida se pensas em mim, se sentes saudade, se estás com alguém. Foge o meu pensamento para as tuas palavras, quando dizias "não se carrega no botão", "não está escrito nos livros"; então pergunto a mim mesmo, como é possível? Como é possível, estares tão indiferente, tão ausente e distante? Irónico, mas parece que carregas-te num botão. Por isso não quero; não quero-te ver, não quero estar contigo, porque dói mais a tua indiferença do que a tua ausência!
Não quero voltar a sentir o que sentia.
Erro; Sinto.



...excesso de tempo livre dá...para navegar no misto de sentimentos que somos, que fazem parte, que passam, que ficam, que marcam!

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Hoje, não!!!

Hoje não. Hoje escondo-me em segredo, envolta no medo de que descubram o meu pensamento.

Hoje, vive cinicamente, ri efusivamente e conversei circunstancialmente, para que ninguém o encontrasse. Hoje posei de actriz, mas ainda bem que o fiz! Falei do tempo, da chuva, do sol, do festival da batata-doce, do que li, do que ouvi,  do que não vi; falei do fim-de-semana, do que tentei fazer, do que aconteceu, do que não fiz. Falei contigo, com os colegas, com os outros, com quem queria falar comigo e quem não queria também. Escutei os outros, deixei-me absorver nos seus pensamentos, nos momentos que viveram,  nos que contaram e imaginei os restantes. Observei as pessoas, as paredes, o local, a correria, as reclamações, os agradecimentos, os "olás" e os "adeus". Admirei a simplicidade do interruptor, o som da chuva, as nuvens, o barulho da cidade, o sabor do café, o silêncio do gabinete e o cheiro da sala.
Hoje o meu pensamento vagueou, para não encontrar o caminho, até onde eu não queria que ele fosse.
Hoje posei de actriz e ainda bem que o fiz. Não queria te ver, não me apetecia escrever, não queria falar, não queria ouvir e muito menos sentir, mas hoje fiz tudo o que não queria.
Hoje fiz uma descoberta! Quanto mais tentava fugir do meu pensamento,  mais ele concentrava-se nas coisas mais simples da vida, nas mais belas!
Hoje, eu escutei, observei e admirei!
Hoje, ainda bem que posei de actriz, pois relembrei como as coisas mais simples, são as melhores e as mais importantes!


Fernando Pessoa escreveu "Outras vezes oiço passar o vento, E acho que só para ouvir passar o vento vale a pena ter nascido."

...excesso de tempo livre dá...para apreciar as coisas mais simples da vida...e...excesso de tempo livre dá...para escrever(ainda que hoje não!)

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Posso?

Posso escrever os versos mais tristes esta noite.

Escrever, por exemplo: "A noite está estrelada,
e tiritam, azuis, os astros lá ao longe."

O vento da noite gira no céu e canta.

Posso escrever os versos mais tristes esta noite.
Eu amei-a, e por vezes ela também me amou.

Em noites como esta tive-a nos meus braços.
Beijei-a tantas vezes sob o céu infinito.

Ela amou-me, por vezes eu também a amava.
Como não ter amado os seus grandes olhos fixos.

Posso escrever os versos mais tristes esta noite.
Pensar que já não a tenho. Sentir que a perdi já.

Ouvir a noite imensa, mais imensa sem ela.
E o verso cai na alma como no pasto o orvalho.

Importa lá que o meu amor não pudesse guardá-la.
A noite está estrelada e ela não está comigo.

Isso é tudo. Ao longe alguém canta. Ao longe.
A minha alma não se contenta com havê-la perdido.

Como chegá-la a mim o meu olhar procura-a.
O meu coração procura-a, e ela não está comigo.

A mesma noite que faz branquejar as mesmas árvores.
Nós dois, os de então, já não somos os mesmos.

Já não a amo, é verdade, mas tanto que eu a amei.
Esta voz buscava o vento para tocar-lhe o ouvido.

De outro. Será de outro. Como antes dos meus beijos.
A voz, o corpo claro. Os seus olhos infinitos.

Já não a amo, é verdade, mas talvez a ame ainda.
É tão curto o amor, tão longo o esquecimento.

Porque em noite como esta a tive nos meus braços,
a minha alma não se contenta com havê-la perdido.

Embora esta seja a última dor que ela me causa,
e estes sejam os últimos versos que lhe escrevo.

Pablo Neruda


 
Não fui eu que lhe escrevi os últimos versos. Pablo Neruda fê-lo tão brilhantemente que seria egoísmo da minha parte não o partilhar. Independentemente do autor dos versos, a verdade é que serão os últimos!
Eu? eu irei estar a aproveitar o meu excesso de tempo livre...portanto com a vossa licença vou ver o mundo lá fora!

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Última vez...Hoje

Última vez que eu ri?
Hoje!
Última vez que eu chorei?
Hoje!
Última vez que te falei?
00h22min41seg;
Última vez que me falas-te?
20/11/2010M;
Última vez que te admirei?
Hoje!
Última vez que me ingoras-te?
Hoje!
Última vez que fingi estar bem?
Hoje!
Última vez que fingiste estar bem?
Hoje e acho que não fingiste.
Última vez que me preocupei?
Sempre.
Última vez que te preocupas-te?
15/11/2010;
Quantas vezes eu caí?
23!
Quantas vezes me levantei?
Inicio da 24!
Última vez que senti saudade?
Agora!


...excesso de tempo livre dá...para analisar o dia passado. Hoje não foi um bom dia!

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Sitting, waiting, wishing...

Well, I was sittin', waitin', wishin'
You believed in superstitions
Then maybe you'd see the signs


But Lord knows that this world is cruel
and I ain't the Lord, no I'm just a fool
learning loving somebody don't make them love you


Must I always be waitin', waitin' on you
Must I always be playin', playin' your fool


I sang your songs, I danced your dance
I gave your friends all a chance
But putting up with them
Wasn't worth ever having you


Maybe you've been through this before
But it's my first time so please ignore
The next few lines cause they're directed at you


I can't always be waitin', waitin' on you
I can't always be playin', playin' your fool


I keep playing your part
But it's not my scene
Want this plot to twist
I've had enough mystery
you keep building it up
but then you are shooting me down
But I'm already down


Just wait a minute
Just sittin', waitin'
Just wait a minute
Just sittin', waitin'


Well, if I was in your position
I'd put down all my ammunition
I'd wonder why it had taken me so long


But Lord knows that I'm not you
And if I was, I wouldn't be so cruel
Cause waitin' on love ain't so easy to do


Must I always be waitin', waitin' on you
Must I always be playin', playin' your fool
No I can't always be waitin', waitin' on you
I can't always be playin', playin' your fool
Fool, huhumm...

(Jack Jonhson)

...boa música...dá sempre para ouvir, mesmo quando já não se tem excesso de tempo livre:)

domingo, 21 de novembro de 2010

Ilumina-me

Gosto de ti como quem gosta do sábado,
Gosto de ti como quem abraça o fogo,
Gosto de ti como quem vence o espaço,
Como quem abre o regaço,
Como quem salta o vazio,
Um barco aporta no rio,
Um homem morre no esforço,
Sete colinas no dorso
E uma cidade p’ra mim.

Gosto de ti como quem mata o degredo,
Gosto de ti como quem finta o futuro,
Gosto de ti como quem diz não ter medo,
Como quem mente em segredo,
Como quem baila na estrada,
Vestido feito de nada,
As mãos fartas do corpo,
Um beijo louco no porto
E uma cidade p’ra ti.

Enquanto não há amanhã,
Ilumina-me, Ilumina-me.
Enquanto não há amanhã,
Ilumina-me, Ilumina-me.

Gosto de ti como uma estrela no dia,
Gosto de ti quando uma nuvem começa,
Gosto de ti quando o teu corpo pedia,
Quando nas mãos me ardia,
Como silêncio na guerra,
Beijos de luz e de terra,
E num passado imperfeito,
Um fogo farto no peito
E um mundo longe de nós.

Enquanto não há amanhã,
Ilumina-me, Ilumina-me.
Enquanto não há amanhã,
Ilumina-me, Ilumina-me.

(Pedro Abrunhosa)


...excesso de tempo livre dá...para ver optimos concertos...este foi um dos muitos momentos altos no concerto do Pedro Abrunhosa, no Coliseu de Lisboa a 20 Novembro.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Sabe bem, dói menos...

Sabe bem, dói menos, dói cada vez menos e isso sabe cada vez melhor. Antes, feri-a a tua ausência e a tua presença, antes, feri-a tu falares e tu ignorares. Antes, ficava a olhar para o telemóvel à espera que ele tocasse, agora já não. Antes, esperava que tu aparecesses, agora já não. Aprendi! Aprendi a não esperar nada de ti, aprendi a não pensar em ti! Não, ainda não me és indiferente,  mas isso, eu aprendo amanhã, ou depois. Importa que dói menos, importa que isso sabe bem, que me faz sentir bem. Importa que consigo usar a razão, importa que diminuiu a tua falta e importa também, que eu sinto menos a tua falta (talvez porque também nunca estavas muito presente). Importa acima de tudo, que tu importas menos para mim. Isso sim é extraordinário, ontem soube tão bem e fez-me sentir bem. Fez-me sentir bem, entender que já não preciso de te ver, de estar contigo, de te ouvir...ou de escrever sobre ti...porque tu já não fazes parte. Excesso de tempo livre dá...para...fazer o que eu quiser, desde que me faça feliz!

Hoje apenas isto, simplesmente porque sabe bem!

Não digas nada!

Não digas nada!
Nem mesmo a verdade
Há tanta suavidade em nada se dizer
E tudo se entender —
Tudo metade
De sentir e de ver...
Não digas nada
Deixa esquecer

Talvez que amanhã
Em outra paisagem
Digas que foi vã
Toda essa viagem
Até onde quis
Ser quem me agrada...
Mas ali fui feliz
Não digas nada.

Fernando Pessoa, in "Cancioneiro"


...excesso de tempo livre dá...para ler boa poesia:)

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

...estarei enganada??...

Eu cheguei, cumprimentei as pessoas, abraços e beijos, palavras de carinho, sentimentos de saudade, o meu olhar procurou-te mas não te encontrou. Ainda bem, não está na hora, está muita gente, não vou ficar à vontade. Fugi, escondi-me no meio de conversas superficiais para distanciar o meu pensamento de ti, falei do tempo, do que fiz, do que vi. Mas tu passas-te, chamas-te o meu nome, como sempre o fazes, com aquele sorriso... contagiante. Eu já sabia,  não ía resistir, cumprimentei-te como nada tivesse acontecido, sorri, perguntei como vais, conversas de circunstância uma vez mais, após a qual tu foste embora. Fiquei com a sensação de que tinha sido pouco, mas fui, continuei com as conversas de circunstância, fiquei a saber as novidades, até que vim embora.
No caminho para casa, pensei em cada momento, revivi cada palavra, o que poderia ter dito diferente, o que poderia ter feito de outra forma. Incrível, as voltas que dei, as possibilidades inventadas, mas em nenhuma a tua atitude mudava.
Não te percebo, mas pior de tudo, não me percebo a mim, como é possível continuar à espera de alguém, da qual não se pode esperar nada!?

...e assim irá ser amanhã...ou estarei enganada?
(o excesso de tempo livre dá...para imaginar o amanhã...o que nem sempre é algo totalmente positivo)

terça-feira, 16 de novembro de 2010

...a minha mente complexa...

Hoje perdi-me pela complexidade da minha mente, como ela é difícil, insatisfeita, inconformista, mas na realidade, qual é o mal disso? Senão vejamos, encontrei num blogue a seguinte citação: "Não sou nada. Nunca serei nada, não posso querer ser nada. À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo." (A.C.), agora pergunto-me, como é possível não sonhar?
A mente que não sonha é a mente conformada, a que nada, espera do seu ser. Quem poderá ser assim tão pequeno ou considerar-se tão pequeno, que independentemente da idade, acha que já alcançou tudo na sua vida? Quem será capaz de limitar-se tão cruelmente ao ponto de não desejar mais nada para si? Considero para mim (e quem sou eu, mas enfim) que a limitação da mente é a pior de todas, que crueldade intolerável com uma criança, ao dizer que ela não irá ser um astronauta. Há poucos anos atrás não existiam telemóveis e no entanto nas minhas brincadeiras de criança, eu já tinha um, chamava-lhe era telefone (faltava imaginação para mais). A criança poderá ser um astronauta, se for para isso que ela estabelecer objectivos e metas, quem sabe? Há uns anos atrás não existiam telemóveis, mas agora há quem tenha dois.
Enfim, tanto para chegar à conclusão de que prefiro a minha mente complexa, confusa, difícil e  insatisfeita do que me tornar em alguém castrador de sonhos, esperanças e vontades. Quero continuar a sonhar, acreditar, fazer e criar...resumindo viver, pois fazem parte os sucessos e as desilusões. Claro, bem sei que é verdade, há mentes que não se desiludem, mas porque também não sonham ou acreditam,  portanto não sabem o que é o sucesso, pois não lutaram por ele (e que triste que isso é).
Nos meus sonhos, um dia conseguirei escalar até às nuvens, ou mergulhar e descobrir o mais profundo dos oceanos, ou tornar-me chefe no meu local de trabalho, ou dar a volta ao mundo...caberá a alguém o direito de dizer-me que não o posso fazer, só porque essa pessoa nem sequer é capaz de imaginar-se a fazê-lo?

Eu digo que não, recuso-me a aceitar atentados à minha mente sonhadora, complexa, complicada...posso chamar-lhe o que quiser, mas eu posso dizer que ela está lá, activa com desejos, vontade e metas a atingir. Não, ela não está adormecida ou conformada.  A minha mente é complexa porque eu acredito, tento, consigo, fracasso, luto, perco, choro, sorri-o, conheço, aprendo, sofro, amo...VIVO! Que bom, que isso é:)

...excesso de tempo livre dá...para Viver...:)


P.S: O blogue onde retirei a citação é: http://pr-aparvalhar.blogspot.com/, recomendo:)

...para ti (Oréade) que sabes apreciar...

Loucos e Santos - Oscar Wilde

Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila.
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco.
Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.
Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice!
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou.
Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril.


...excesso de tempo livre dá...para passar bons momentos com os verdadeiros AMIGOS, como tu:)....Obrigado

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Contos de fada...

Fairy tales do not tell children the dragons exist. Children already know that dragons exist. Fairy tales tell children the dragons can be killed.


...a mais simples verdade...

G. K. Chesterton

domingo, 14 de novembro de 2010

...palavras sem sentido...

Não consigo perceber, só consigo sentir. Apesar do esforço sobre humano, de criar muros e armadilhas que impeçam o sentimento de crescer, ele continua a alimentar-se de sorrisos e esperanças desesperantes, tornando o dia-a-dia sufocante. Olho para ti e uma tristeza invade o meu pequeno ser, dá-se um nó na garganta, uma vontade de chorar...e penso, PÁRA. Mas depois tu sorris (sempre com aquele sorriso), depois um gesto e vens até mim, e dizes "Olá", porque afinal és simpático e claro és tu, inevitavelmente encantador. Mas espera, eu lembro, continuas e dizes, "preciso de ti", então luto com o meu cérebro, travo uma batalha com o coração e grito-lhes encham-se de raiva por ele!
Raiva porque prometes-te e não cumpris-te;
Raiva porque me fizeste acreditar que te poderia querer;
Raiva porque me fizeste acreditar que me querias;
Raiva porque agora não me ignoras;
Raiva porque também já não me dizes que me queres;
Raiva porque me fizeste gostar de ti;
Raiva porque usas isso para teu benefício;
Raiva porque não me escutas;
Raiva porque não me mimas;
Raiva porque fizeste-me descobrir que fazias-me feliz;
Raiva porque vais embora e não dizes se fiz algo errado;
Raiva sente RAIVA...mas não consigo. Então, com o coração contente (e o cérebro concentrado em ti)por estares a falar comigo, acedo aos teus pedidos, acedo porque naqueles 5minutos, tive a tua atenção só em mim.
Anseio cada momento que penso que vamos estar juntos, sofro quando ele chega e tu nada dizes (porque afinal não precisas de mim), sofro porque...afinal tu não gostas de mim. Sinto-me enganada, porque me fizeste acreditar que eras diferente, que eu não me ia enganar, que de facto estavas interessado, que eu era importante...mas, afinal eu estava certa.
Agora com excesso de tempo livre, quando ouço uma música, penso em ti...vejo um filme, penso em ti...leio um livro, penso em ti...vejo-te, penso em ti...ouço-te, penso em ti...olho para o relógio, espero que chegues...e por fim...ESCREVO, SOBRE TI...

... o excesso de tempo livre dá...para pensar em ti...

P.S: aceitam-se sugestões para como ocupar o excesso de tempo livre, porque mais uma vez eu vou dormir a pensar nele...

As Regras de Sensatez

Nunca voltes ao lugar
Onde já foste feliz
Por muito que o coração diga
Não faças o que ele diz

Nunca mais voltes à casa
Onde ardeste de paixão
Só encontrarás erva rasa
Por entre as lajes do chão

Nada do que por lá vires
Será como no passado
Não queiras reacender
Um lume já apagado

São as regras da sensatez
Vais sair a dizer que desta é de vez

Por grande a tentação
Que te crie a saudade
Não mates a recordação
Que lembra a felicidade

Nunca voltes ao lugar
Onde o arco-íris se pôs
Só encontrarás a cinza
Que dá na garganta nós

São as regras da sensatez
Vais sair a dizer que desta é de vez
(Rui Veloso)

...excesso de tempo livre dá...para ouvir boa música...:)

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

O inicio...

Engraçado o inicio deste blogue, ele começa exactamente porque de facto, na presente semana, andei com excesso de tempo livre. Irónico!? Nada disso, extremamente útil, senão vejamos o título do blogue. Após a criação de uma conta no facebook, meu deus como tive excesso de tempo livre, cresceu em mim uma vontade de escrever e partilhar. Perdoem-me as almas iluminadas que fazem da escrita a sua fonte de rendimento, queria eu escrever com tal genialidade.  Contudo, serei apenas eu...revelando por onde viajam os meus pensamentos (ou eu...),  quando há excesso de tempo livre...

...e tu o que fazes com excesso de tempo livre?