"Você pode facilmente perdoar uma criança por ter medo do escuro. A real tragédia da vida é quando os Homens têm medo da luz." Platão

quinta-feira, 24 de março de 2011

Não te contenhas a ti...

Não penses fazer....FAZ
Não penses amar...AMA
Não tentes chegar...CHEGA
Não tentes só lutar....GANHA
Não queiras ser...SÊ-O
Não queiras sofrer...SOFRE
Não desejes ir...VAI
Não desejes ter....TEM
Não contenhas o riso...RI
Não contenhas o choro...CHORA

Não te contenhas a TI...VIVE

...excesso de tempo livre dá, para pensar no que fiz, no que queria fazer, no tempo que perdi a pensar no que queria fazer, em de fazê-lo!

terça-feira, 15 de março de 2011

Hoje espreitei e...encontrei...

Your arms are my castle, your heart is my sky.
They wipe away tears that I cry.
The good and bad times we've been through them all,
you make me rise when i fall.

Cause everytime we touch,
I get this feeling and everytime we kiss I swear I could fly.
Can't you feel my heart beat fast,
I wan't this to last, need you by my side.

Cause everytime we touch,
I feel this static and everytime we kiss i reach for the sky.
Can't you hear my heart beat so,
I can't let you go. Want you in my life.

Cause everytime we touch,
I get this feeling and everytime we kiss I swear I could fly.
Can't you feel my heart beat fast,
I wan't this to last, need you by my side.


....hoje apenas isto, espreitei no meu cemitério de poetas e encontrei...

segunda-feira, 14 de março de 2011

Cemitério dos Poetas

Há pessoas que põem palavras nos nossos sentimentos. Parecem-se como os poetas. Mas depois, de surpresa, abandonam os nossos sonhos pé ante pé ou de «pantufas». Não sei... Na verdade, decepcionam-nos (devagarinho) e, quando damos por isso, apagam-se dentro de nós. Deixam de ser preciosas e, por tudo o que valeram, não podem voltar a ser só (!) nossas amigas. Partem, portanto, para uma «terra de ninguém», muito distante do sítio onde vivem os génios da lâmpada, o Pai Natal, as fadas e os duendes. E por lá ficam. Mais ou menos errantes.
Imagino esse lugar, onde se acotovelam tantas pessoas que nos disseram tanto, como um Purgatório, com a particularidade de lá não se ser promovido, com facilidade, até ao Céu. È verdade que essas pessoas não se transformam num inferno dentro de nós, embora, por vezes, surjam, ora como um vulto ora como uma silhueta ou, até mesmo, como uma estrela cadente que, atravessando o nosso coração, já não provoca um arrepio (muito menos, um calafrio, que são aqueles sentimentos impetuosos que nos desabotoam a cabeça e nos deixam a arder de paixão e a tremer de medo, ao mesmo tempo).
Afinal, não são nem amigos nem amores. Transformam-se num museu? Numa arqueologia de todos os amores, por exemplo? Às vezes, nem isso. Infelizmente. Se fosse assim, estáticas ou em pequenos pedaços de histórias, empoeirados, seguravam-se no nosso coração. O que não acontece às pessoas que foram perdendo a magia…
Este «não sei para onde» (eu sei que, dito assim, custa só de pensar) é uma espécie de cemitério de poetas dentro de nós. Um lugar de silêncio que convida a espreitar para o que sentimos. Com surpresa e com dor, ao descobrirmos que, ao contrario do que sempre desejamos, há relações – luminosas - que foram morrendo para nós. Às vezes, assusta. Afinal, não é simpático descobrirmos que mora em nós alguém que, não sendo o Capitão Gancho, tenha ajudado a morrer (de inanição, por exemplo) quem trouxe poesia, ou luz, ou um insustentável rebuliço ao que sentimos… Às vezes, atormenta. Porque magoa descobrirmos que - mesmo quando nos imaginamos a dar a sala mais espaçosa do nosso coração – também nós, dentro de algumas, vivemos sem viver errantes, nesse «não sei onde» de alguém, entre os seus amigos e os seus amores. Às vezes ainda, somos tocados pelos galanteios da vida, e levados pelo entusiasmo, imaginamos que, se desejarmos com muita força, algumas das pessoas que guardamos no nosso cemitério de poetas ressuscitam e regressam, cheias de luz, para surpresa do Pai Natal ou das fadas (que, sendo mágicos, parecem viver num mundo de bolas coloridas de sabão). Eu sei que também entre as pessoas há quem pareça mágico mas intocável. Como eles. Mas não se esqueça: esse é o cais de embarque que, de surpresa, nos pode levar (sem volta) para o cemitério dos poetas.

Eduardo Sá – em “Chega-te a mim e deixa-te estar”


....porque por vezes o meu excesso de tempo livre dá para espreitar o meu cemitério de poetas, onde te encontro, de onde achei que tinhas mágicamente saído numa altura da minha vida. Mas afinal regressas-te para junto das fadas e duendes, onde agora apenas te vou visitar...