Eu cheguei, cumprimentei as pessoas, abraços e beijos, palavras de carinho, sentimentos de saudade, o meu olhar procurou-te mas não te encontrou. Ainda bem, não está na hora, está muita gente, não vou ficar à vontade. Fugi, escondi-me no meio de conversas superficiais para distanciar o meu pensamento de ti, falei do tempo, do que fiz, do que vi. Mas tu passas-te, chamas-te o meu nome, como sempre o fazes, com aquele sorriso... contagiante. Eu já sabia, não ía resistir, cumprimentei-te como nada tivesse acontecido, sorri, perguntei como vais, conversas de circunstância uma vez mais, após a qual tu foste embora. Fiquei com a sensação de que tinha sido pouco, mas fui, continuei com as conversas de circunstância, fiquei a saber as novidades, até que vim embora.
No caminho para casa, pensei em cada momento, revivi cada palavra, o que poderia ter dito diferente, o que poderia ter feito de outra forma. Incrível, as voltas que dei, as possibilidades inventadas, mas em nenhuma a tua atitude mudava.
Não te percebo, mas pior de tudo, não me percebo a mim, como é possível continuar à espera de alguém, da qual não se pode esperar nada!?
...e assim irá ser amanhã...ou estarei enganada?
(o excesso de tempo livre dá...para imaginar o amanhã...o que nem sempre é algo totalmente positivo)
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