"Você pode facilmente perdoar uma criança por ter medo do escuro. A real tragédia da vida é quando os Homens têm medo da luz." Platão

domingo, 5 de dezembro de 2010

Erro;Sinto.

Falta...falta a inspiração! Falta a inspiração para escrever sobre ti. Antes escrevia de olhos fechados e coração exposto, revelando na escrita toda a mágoa que sentia. Erro; sinto! Agora, agora não sei! Reclamo para mim a inspiração de outrora, mas repelo todo o triste sentimento que sentia. Erro; sinto!
Escrever (ou fazer que se escreve) tornou-se numa forma libertadora do sentimento escondido dentro de mim. Tornou-se algo apaziguador, calmo e esclarecedor, quando falta aquela voz que me escuta, aquela voz que me chama à razão.
Então escrevo. Escrevo, porque não posso falar! Não posso falar porque há quem não te conheça, porque há quem nem sequer saiba o que um dia já fomos (ou não), porque sinto vergonha, porque quero esquecer; não posso falar porque já não sei o que dizer, porque também já não sei o que pensar.
Escrevo, mas já não é sobre ti,  mas sobre o que sentia. Erro; sinto!
Sinto! Sinto, um misto de sentimentos que simplesmente não sei (confuso). Às vezes acho que começas a ficar indiferente; que apenas sinto saudade do amigo que já foste. Mas outras vezes, o meu pensamento foge para a saudade de ti, para a dúvida se pensas em mim, se sentes saudade, se estás com alguém. Foge o meu pensamento para as tuas palavras, quando dizias "não se carrega no botão", "não está escrito nos livros"; então pergunto a mim mesmo, como é possível? Como é possível, estares tão indiferente, tão ausente e distante? Irónico, mas parece que carregas-te num botão. Por isso não quero; não quero-te ver, não quero estar contigo, porque dói mais a tua indiferença do que a tua ausência!
Não quero voltar a sentir o que sentia.
Erro; Sinto.



...excesso de tempo livre dá...para navegar no misto de sentimentos que somos, que fazem parte, que passam, que ficam, que marcam!

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